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Brasil Econômico
04 de fevereiro de 2010
Brasil será plataforma de genérico da Sanofi-Aventis
Líder nacional após aquisição da Medley, multi francesa vai investir US$ 100 milhões até 2012 em expansão da capacidade para ampliar exportações na América Latina.
No final de janeiro, o diretor-geral da Sanofi-Aventis no Brasil, Heraldo Marchezini, foi comunicado
pela matriz francesa que a unidade brasileira havia sido escolhida para ser a plataforma das operações demedicamentos genéricos da multinacional na América Latina. Marchezini confessa que ainda não teve
tempo de dimensionar o impacto da decisão nos negócios que comanda. Mas são promissores.
O Brasil ficará responsável por coordenar as pesquisas para a adequação dos produtos à região - medicamentos sofremadaptações de acordo com o biotipo dos consumidores - e buscar sinergias com as unidades de genéricos do grupo no México, a Hendrick, e na Colômbia, a Winthrop. Terá também a missão de desenvolver o segmento de negócios de genéricos em outros países do continente, abrindo inclusive novas possibilidades de exportações.
A executiva Maria Cláudia Pontes, que respondia pela diretoria de desenvolvimento de negócios, assumirá a direção
desta plataforma.
Para Marchezini, a decisão da matriz é o reconhecimento da sintonia da unidade brasileira com a estratégia global do grupo, anunciada em dezembro de 2008 pelo CEO Christopher Viehbacher. A determinação é ter um portfólio de produtos diversificados, com preços acessíveis, e que atendam as necessidades de medicamentos e de
produtos que promovema saúde dos consumidores de classes sociais menos favorecidas, sem perder o foco em inovação. Esta estratégia colocou o grupo na liderança dos mercados do Brasil e México e entre os primeiros quatro postos a China, Rússia, Coréia do Sul e África do Sul.
A liderança no mercado brasileiro foi alcançada após a aquisição, em abril de 2009, da Medley, fabricante que detém
30% do mercado de genéricos do país. Em 2008, o faturamento combinado da Sanofi e Medley somou R$ 3,3 bilhões. Os números de 2009 ainda estão sendo preparados para divulgação nos próximos dias, mas Marchezini antecipa que
houve um crescimento de aproximadamente 10%.
Ranking interno
A aquisição da Medley também posicionou o Brasil como a 8º operação global da Sanofi-Aventis. Mas até o início de 2012 a unidade brasileira deverá ascender ao 5° posto no ranking da corporação. Até lá, estarão concluídos investimentos de US$ 100 milhões para levar a capacidade produtiva das fábricas de Suzano, Campinas e Sumaré
ao patamar de 450 milhões de unidades anuais. Os recursos também contemplam a construção em Brasília de uma
fábrica de anticoncepcionais genéricos com capacidade para 50 milhões de unidades anuais. “É uma capacidade produtiva que gera fôlego para expandir nossas atividades no Brasil e ainda nos permite incursões no
exterior”, diz Marchezini.
A busca de escala produtiva é fundamental na estratégia da Sanofi-Aventis no Brasil. O grupo conta com um portfólio formado por 350 itens, sendo 80% deles comercializados em farmácias e apenas 20% vendidos a hospitais. Além disso, 95% do faturamento é proveniente de produtos que não contam mais coma proteção de patentes.
Por outro lado, omercado de genéricos é o que mais cresce nos emergentes e especificamente no Brasil. Segundo auditoria do IMS Health, as vendas de genéricos cresceram 19,4% em 2009, um total duas vezes superior à média geral das vendas de medicamentos no país. “Para ser líder em um mercado com estas características é preciso ter produtos de qualidade e volume de produção que garantam preços competitivos”, diz Marchezini.
(Domingos Zaparolli)
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