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Brasil Econômico
09 de fevereiro de 2010
Apex leva Biotecnologia para a Sapucaí
Em um momento no qual as exportações de produtos manufaturados ainda se encontram abaixo de 50% do total das vendas, o governo quer impulsionar o uso da biotecnologia como uma forma de agregar valor às mercadorias embarcadas. Como esse segmento perpassa inúmeros setores e é um elemento que possibilita a convergência tecnológica, é imprescindível que o Brasil tambémesteja conectado para elevar a qualidade e o valor de seus produtos, segundo o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex), Alessandro Teixeira.
Não à toa, pela primeira vez, a Apex convidou representantes do segmento biotecnológico de inúmeros países para um dos eventos de promoção comercial no país. O que mais chama atenção é que não é uma rodada de negócios nos moldes tradicionais. Desta vez, os empresários do ramo poderão presenciar, ao vivo e em cores, a biodiversidade brasileira durante os desfiles de carnaval que ocorrerão na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, na próxia semana.
“É um grande atrativo. Nosso trabalho não será vender a biodiversidade, mas poderemos buscar parceiros para pesquisas e também oferecer produtos já avançados nessa área”, disse,complementando que a ideia central é demonstrar a capacidade que o país tem nesse segmento.
Tanto é que, mesmo sem ter sido convidado diretamente -o convite foi para um diretor-, o presidente da Biotechnology Industry Organization (BIO) James C. Greenwood fez questão de vir ao Brasil para os encontros.
Ponto de convergência
Com a convergência tecnológica que a biotecnologia proporciona, no futuro próximo, afirmou Teixeira, as indústrias alimentícia, farmacêutica e de cosméticos poderão oferecer apenas um produto que aja de forma benéfica nessas três áreas. “E como temos as maiores indústrias alimentícia e farmacêutica do mundo, e a terceira de cosméticos, precisamos mostrar que os processos podemestar conectados”.
Teixeira ressaltou ainda que o Brasil tem um centro de biotecnologia referência na América Latina pode exportar serviços nessa área.
Em ritmo de samba
O projeto do camarote da Apex- Brasil na Marquês de Sapucaí, que está sendo posto em prática pelo segundo ano consecutivo, tem como objetivo usar o tradicional Carnaval carioca como atrativo para que estrangeiros e potenciais compradores de produtos brasileiros venham ao país fechar negócios.
Neste ano, 17 entidades setoriais vão trazer 50 compradores, que durante os dias em que estarão no Brasil cumprirão agenda em fábricas, lojas e regiões produtoras de bens e produtos exportáveis dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
Os empresários vêm de diversos países, como Reino Unido, Holanda, Estados Unidos, Egito, Japão, Paraguai, Polônia, Finlândia, Egito, Eslovênia, Espanha, México. Durante os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, a agência promove o encontro entre compradores internacionais e empresários brasileiros. Nessas reuniões, além de representantes do segmento de biotecnologia também participam os setores de instrumentos musicais, frutas, tecnologia da informação, moda, calçados, couro, panificação, indústria da fundição, etanol e outros.
(Simone Cavalcanti)
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