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Jornal Valor Econômico
Goiás - 10 de junho de 2011
Estratégia é diversificar para reduzir os riscos
Diluição de riscos. Esse é o mote por trás da estratégia de expansão do Laboratório Teuto, que iniciou ontem as operações em sua nova fábrica de antibióticos. Com os investimentos, voltados para atender os hospitais, a farmacêutica amplia a atuação e o leque de clientes.
"Hoje, o mercado privado é o que traz maior lucratividade. Mas nunca se sabe. Se ele ficar ruim, vamos para o governo, nos hospitais, pois também temos boa capacidade nessa área", afirmou o presidente executivo do Teuto, Marcelo Henriques Leite.
A operação da fábrica será voltada para um tipo específico de produto: os antibióticos em pó injetável, derivados de penicilina. A empresa vende o medicamento em vidros para os hospitais, juntamente com seu diluente. As operações da unidade farão com que a capacidade deste tipo de antibiótico do Teuto passe de 1,5 milhão de unidades, por mês, para 5 milhões de unidades mensais. Somando todas as classes de antibióticos produzidos pelo laboratório, a capacidade da empresa agora totaliza 12,5 milhões de unidades por mês.
Os planos para a construção da fábrica começaram há dois anos e foram motivados também pela pouca participação das grandes empresas de genéricos nas vendas para o setor público. O Teuto acredita que pode aproveitar o espaço que sobra nesse segmento.
Nessa área, há algumas barreiras de entrada. Primeiro, estão os altos custos de investimentos: para a produção desse tipo de antibióticos é necessária a construção de uma unidade específica, pois não é permitida a mistura de produção de medicamentos à base de penicilina com outros produtos.
Há ainda, o avanço dos requisitos de qualidade por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e as baixas margens geradas pelas vendas ao governo. "Essa é sempre a dúvida de se investir nisso. O custo é alto para se focar em hospital, cujo retorno é menor. Mas continuamos acreditando nesse mercado com o governo", explicou o executivo, enfatizando que a empresa já produzia esses medicamentos e, portanto, conhece esses obstáculos. E ele volta ao seu mote: "O negócio de genéricos tem margens menores, é um produto mais commoditizado. Para continuar crescendo, precisamos investir em várias frentes, para diluir os riscos."
A repórter viajou a convite do Teuto.
(Vanessa Dezem)
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