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Jornal Valor Econômico
São Paulo - 26 de Julho de 2011
Missões comerciais são estratégicas para identificar mercados
As missões comerciais e visitas de empresários para outros países ajudam a promover parcerias, descobrir novos mercados e divulgar produtos brasileiros. "O objetivo das viagens é potencializar oportunidades de negócios com compradores internacionais", afirma Rogério Bellini, diretor de negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Outras entidades, como a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex) e o WTC Business Club, também organizam roteiros de prospecção. Rodadas de negociações com investidores estrangeiros no Brasil também estão sendo usadas para incentivar contratos internacionais e evitar despesas com viagens.
Ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Apex-Brasil realizou 15 viagens em 2010, que resultaram em US$ 1,3 bilhão em negócios. Cerca de 30 países foram visitados por 222 empresas. Em 2011, pelo menos 200 empresários deverão participar de novas iniciativas.
No ano passado, Mauricio Ghetler, diretor da I4PRO, da área de software para seguradoras, investiu US$ 5 mil em uma viagem para o Canadá. "Apuramos os custos da montagem de uma operação em Toronto e o volume da carga tributária local", lembra. Em fevereiro, abriu um escritório no país. O início das vendas está previsto para 2012. "As missões comerciais são o único meio de uma pequena ou média empresa se apresentar ao mercado estrangeiro com um baixo custo de investimento", diz Ghetler, que já havia participado de seis roteiros corporativos, nos Estados Unidos, México e Japão.
A Softex quer ampliar em 33% o resultado obtido em 2010, de US$ 150 milhões. "Promovemos sete rodadas de negócios no Brasil, entre compradores estrangeiros e exportadores brasileiros", lembra Arnaldo Bacha, vice-presidente da Softex. Para 2011, estão previstas novas edições, a partir de setembro, em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Florianópolis.
Para Francisco Blagevitch, presidente da Asyst International, da área de suporte técnico em TI, as missões comerciais também servem para conhecer as novas tendências do mercado. A empresa já participou de incursões aos Estados Unidos, Inglaterra, Lituânia, Argentina e Índia. Um dos principais resultados foi a abertura, em novembro de 2010, de uma filial em Londres. "Esperamos que, em 2012, a unidade passe a representar 3% do faturamento total da Asyst." A empresa já tem unidades na Argentina e no Chile.
Com 1,3 mil associados, o WTC Business Club também se dedica à formatação de jornadas de negócios de empreendedores brasileiros ao exterior e à recepção de investidores estrangeiros no Brasil. Segundo o presidente Bruno Bomeny, em outubro, o WTC organiza na capital paulista a WTCA General Assembly, evento de negócios internacionais que deve receber mais de 800 empresários estrangeiros, de mais de 100 países.
(Jacilio Saraiva)
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